Seja bem vindo ao blog "SAÍDA DE EMERGÊNCIA". Este é um blog todo produzido para ajudar a você que decidiu trabalhar em casa. Espero que encontre aqui a ideia que está buscando. Conte comigo. Um abraço da Mell.
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9 de janeiro de 2016

Maria das Roscas - UM EXEMPLO PARA MUITAS MULHERES

A partir de hoje vou começar a postar histórias de mulheres que trabalham em casa para motivar as que são seguidoras desta página a prosseguirem diante das dificuldades. Podem ser longas as postagens, mas vale a pena ler cada história.

MARIA DAS ROSCAS - Depois de perder o marido, Maria Aparecida Rodrigues Estela, 63 anos, teve de se agarrar ao dom culinário para superar a dor e seguir em frente. Além de companheiro, o marido era fã dos pães, bolachas e roscas doces que a mulher faz há dez anos. “Ele gostava muito e elogiava meu talento. Continuar fazendo funcionou como uma terapia,” diz Maria.
Angelino morreu de infarto há oito anos. Por dois anos, pôde incentivar e até ajudar a mulher a preparar as delícias caseiras. “Ele ajudava a passar a massa no cilindro, que ainda era manual.” A produção é vendida nas ruas de José Bonifácio. Todos os dias, ela pega duas cestas, enche com os pães, roscas e bolachas, e só volta para casa quando ficam vazias. Enche novamente e repete o ciclo até acabar. São pelo menos três saídas por dia.
Os clientes mais antigos vão buscar na casa dela. Alguns nem chamam. Já conhecem o caminho. Por dia, ela produz e vende oito roscas doces, 200 pães de leite e até mil bolachas de sabores nata, coco, erva-doce, champanhe e pinga. Para tudo isso, a mulher tem três fogões, mais um forno e 30 assadeiras. Farinha e ovos estão sempre estocados na despensa. Nessa semana, por exemplo, havia pelo menos 50 quilos de farinha.

O trabalho começa de madrugada. Às 3h30, Maria já está de pé. “É para o serviço render.” Até as 7h30, ela faz a massa. Às 8 horas, os fornos recebem as primeiras assadeiras. A saída para as ruas é às 10 horas e as vendas terminam por volta das 13h30. À tarde, Maria vai à igreja. Católica, ela ajuda na celebração aos sábados, participando das leituras litúrgicas.

Como mora no Centro, ela vende nas ruas principais da cidade. Poderia até ser um exercício, se ela conseguisse andar por mais tempo. “Penso em uma rota, mas não dá tempo de fazer, porque vou parando e vendendo. As coisas acabam antes de chegar ao final.” Além das vendas para pedestres e motoristas, ela conquistou funcionários de bancos e do Fórum da cidade. “Entro nas salas dos juízes e promotores.”

Para ajudar em casa, Maria conta agora com a empregada Elizângela Cristina Ferreira, 23 anos. Há um ano, a moça cuida dos afazeres domésticos e também dá uma mãozinha na hora de assar os produtos ou fazer alguma venda. Pães e bolachas mais tradicionais são produzidos todos os dias.

Mas alguns produtos são feitos por encomenda. Como o mantecal, biscoitinho à base de manteiga“O padre da cidade falou que não comia há muito tempo e que estava com vontade. Aí, por brincadeira, ele me pediu para fazer.” Ela fez para atender o pedido e o doce acabou virando sucesso. Agora, sempre vem gente encomendar. 

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