Seja bem vindo ao blog "SAÍDA DE EMERGÊNCIA". Este é um blog todo produzido para ajudar a você que decidiu trabalhar em casa. Espero que encontre aqui a ideia que está buscando. Conte comigo. Um abraço da Mell.

CONHEÇA MINHA HISTÓRIA E PORQUE CRIEI ESTE BLOG PARA AJUDAR AS PESSOAS

Meu nome é Melita, mas muitos me conhecem como Mell Santos. Quero muito que você conheça um pouco da minha história de vida, como me tornei uma mulher empreendedora e porque decidi criar um blog para ajudar as pessoas a vencer na vida . Sou mineira, hoje tenho 54 anos, sou dona de casa, divorciada, microempresária e tenho dois filhos que são a minha alegria de viver. Sempre gostei de escrever, mas em 2009 resolvi criar este blog com o objetivo de encontrar e ajudar outras mulheres com histórias parecidas com a minha. Tendo como base a minha experiência de vida, mostro em várias postagens que precisei sozinha, aprender a ganhar dinheiro em casa. A idade e a experiência (mesmo tendo) não colaboraram para que eu conseguisse um emprego fixo, e pensão alimentícia (quando havia) mal dava para os alimentos. Enfim, eu não sou ex-mulher de nenhum jogador de futebol famoso, mas a verdade é que fiquei sozinha com dois filhos pequenos e sem dinheiro. Não foi uma história fácil de ser vivida e só quem passou por isso é que sabe como é doloroso. Assim, me tornei por muito tempo uma "pãe" (pai e mãe), e além de cuidar deles, teria que trabalhar. Sem solução e sem a ajuda de ninguém, por quinze anos me desdobrei para criar, educar e ajudar no sustento dos dois homens da minha vida. O que você faria se tivesse que viver uma situação dessas, viver "tempos de vacas magras"? O que você faria se precisasse trabalhar e não pudesse sair de casa? Enfrentei o abandono de quem eu julgava serem meus amigos, tive momentos de desespero por causa de dívidas e despreparo financeiro, sofri momentos angustiantes e uma depressão muito forte, mas consegui, mesmo com muito sofrimento dar a volta por cima, trabalhando sempre...dentro de casa. Teve que haver uma saída para mim, e eu lhe digo que para você que enfrenta uma situação parecida, também há. Por isso, dei ao blog o título de "SAÍDA DE EMERGÊNCIA" porque tive que descobrir que meu sustento tinha que sair de dentro da minha casa pois além de trabalhar, eu precisava cuidar dos meus meninos, não tinha com quem deixá-los e nem condições para pagar alguém que cuidasse deles para mim. Assim, descobri várias "saídas" para fugir do desespero. Não, não fiquei rica! E nem quero. Sei muito bem que dinheiro ajuda, mas ele pode trazer também muita infelicidade. O dinheiro compra a cama, mas não paga o sono. Desde então, faço de tudo um pouco e nunca fiquei parada. Como o emprego fixo era bem difícil de se conseguir, criei os meus "bicos" até me tornar dona do meu próprio negócio. Por muito tempo o que eu ganhava podia até ser pouco, mas era um dinheiro justo e dava para nós três. Aprendi também a administrar. Ganhei meu dinheiro honestamente e o melhor, dentro da minha casa, tudo formalizado e assim pude cuidar e criar melhor os meus (agora) rapazes! Depois destes anos todos cuidando deles sozinha e sempre trabalhando, agora estamos na fase do quadro se inverter e meus filhos passando a ser responsáveis pela maior parte das nossas despesas, mas assim mesmo continuo ajudando com meu negócio próprio. Hoje, sou uma instrutora de gelados comestíveis e de culinária, consultora de pequenos negócios domésticos e dou cursos pela internet, Meus cursos são reconhecidamente aprovados e já levei muitas pessoas a vencer como eu. Já não ganho apenas uma "renda extra", eu sou uma microempresária de sucesso. E é isso que eu quero para você também. Portanto, as dicas deste blog não tem a finalidade de mostrar que uma pessoa pode ganhar "rios" de dinheiro da noite para o dia, mas, elas podem funcionar como "Saída de Emergência" num momento difícil. No desespero, muitas vezes não conseguimos ver que bem diante de nossos olhos, ou melhor, dentro da nossa casa está a solução, e por isso, vou tentar mostrar que existem grandes oportunidades para trabalhar assim, muitas vezes com pouco ou quase nenhum capital, podendo até mesmo, um dia, estas atividades se tornarem o sustento da sua família. Espero que todo o conteúdo do blog seja de grande utilidade para vocês.

(Acompanhe no final da página - Mudanças no meu Perfil. De acordo com as datas de postagem do blog, vocês verão como fui trabalhando e nos sustentando.
 
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Orientações e Política de Devolução e Troca em Brechós

Devido ao problema que ocorreu comigo no meu Brechó, resolvi pesquisar sobre os Direitos do Consumidor e também os Direitos dos Lojistas. Passei o dia inteiro estudando o Código do Direito do Consumidor e tirando conclusões. E trago para vocês um bom resumo de tudo que aprendi. Peço que se há alguém que também entenda do assunto e se encontrar algo que não condiz com a verdade que nos alerte nos comentários, ok?

A primeira coisa que devemos criar para nossos brechós é uma Política de Troca e Devolução de Mercadorias de acordo com a Lei nº 8.078 de 11 de setembro de 1990, do Código de Defesa do Consumidor.

Diferente do que muitos pensam, os lojistas (no caso, nós, donos de brechó) não somos obrigados a efetuar troca de produtos que não tenham defeito. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante os direitos de troca no caso de produto COM DEFEITO. Para bens duráveis (roupas e eletrodomésticos, por exemplo), o cliente terá 90 dias, contados a partir da data da venda, para fazer a reclamação. O fornecedor (dono do brechó) por sua vez, terá outros 30 dias para encontrar uma solução. Para roupas de brechó, acho que não seja necessário esse tempo todo. Pode ser feita a troca imediatamente, pois no artigo 18, o CDC assegura ao consumidor o direito de substituição do produto por outro da mesma espécie (como em brechós é pouco provável encontrar uma peça igual, que seja trocado por outra peça que tenha valor igual) e de desfazer o negócio ou pedir abatimento da quantia paga.

- Já que os donos de brechó não são obrigados a trocar peças sem defeito, então, deixe essa regra visível na sua loja. Deixe bem claras as condições de substituição de produtos aos olhos dos clientes.

- Peça que a pessoa experimente a peça antes de levar, para evitar que ela volte para trocar. Tem pessoas que não gostam de experimentar, faça o possível, mas se ela não quiser confira com ela as regras do brechó.

- Se houver algum defeito visível, mostre o defeito ao seu cliente. Se houver interesse na compra, peça para ele verificar se há mais algum defeito. Faça isso constar na notinha também, se há ou não há defeitos e quais são. Faça isso em duas vias, uma sua e outra do cliente.

- A troca por defeito só vale se não tiver sido detectada na hora da compra, por isso é importante constar na nota.

- Se houver algum defeito oculto (que não foi visto na hora da compra nem consta na nota) o prazo para troca é de 90 dias a contar a partir do momento em que foi percebido pelo cliente.

- Estabeleça um número de dias para troca do produto em outros casos (exceto defeitos), por exemplo 7 dias após a compra. A loja estará obrigada a fazer a substituição apenas se o produto tiver vício (defeito) ou se o estabelecimento prometeu a troca. Se, por exemplo, alguém comprou uma roupa no seu brechó para dar para outra pessoa, mas o presenteado não gostou da cor da roupa, em princípio a loja não estará obrigada a fazer a troca, a menos que isso tenha sido combinado com a dona do brechó na hora da venda. Se acontecer isso, anote o combinado na notinha também.

- O direito de desistência da compra só funciona se for fora da loja, por exemplo, um brechó virtual. (O art 49,caput do CDC diz " O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.") DEVOLUÇÃO POR ARREPENDIMENTO OU DESISTÊNCIA: Só é válido para compras fora da loja. Sites, catálogos ou vendedor de rua. Mesmo assim, eu aconselho, se for uma pessoa que possa lhe render problemas ou defamar o seu brechó, faça a opção de devolver o dinheiro para ela. Assim você fica livre.

- Seria interessante que vc tivesse um folheto com todas as regras para troca e devolução e que seja entregue na hora da compra ao seu cliente. E não esqueça de expor um cartaz na sua loja com estas instruções.

Resumindo
- A troca do produto somente é obrigatória em caso de defeito. A simples troca, por problemas como tamanho ou cor, é uma liberalidade do comerciante, e não um direito do consumidor.
Se possível, tenha o Código do Direito do Consumidor na loja.
A troca dos produtos comprados por meio da loja deverá ser realizada dentro do prazo de até 07 (sete) dias, a partir da data de venda da mercadoria.

Para a devolução e troca é preciso observar o seguinte:
- O produto não pode apresentar qualquer indício de uso, lavagem ou de modificação pelo cliente;
- Só aceitar trocas se a solicitação estiver dentro do prazo, que podem ser de até sete dias corridos após o recebimento do produto. Caso contrário, o pedido será desconsiderado.
- Avise que o produto deverá voltar em sua embalagem original, se houver, com as etiquetas não violadas! Peça também a nota fiscal (ou notinha) do produto recebida na hora da compra com todas as instruções para troca anotadas.
- A escolha do novo produto deverá respeitar o valor mínimo do produto original. Caso o produto escolhido seja maior que o do produto original, deverá ser providenciado o pagamento da diferença.

O Brechó se reserva o direito de não aceitar a devolução de produto se não tiver sido observado as regras estabelecidas acima.


Bom, é isso, amigos. Espero ter ajudado a vocês, meus colegas brecholeiros. Deus nos abençoe. Um bjo grande da Mell.

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12 comentários:

  1. ADOREI SUAS DICAS,TENHO UM BRECHO VIRTUAL,MAS ATENDO AS CLIENTES EM MINHA CASA TAMBÉM,QUERO ACOMPANHAR MAIS TEU BLOG MUITO BOM MESMO PARABÉNS!!!!!

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  2. Roberta, que bom que vc gostou, viu? Uma postagem tão importante e ninguém comentou, a não ser vc agora. Bjos, obrigada pela visita. Vou te esperar mais vezes.

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  3. Após um problema no meu brechó, fui pesquisar informação online e esse post foi super útil! Obrigada pelas dicas. Colocarei em prática hoje mesmo! ;)

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  4. Oi vc que não deixou o nome, é isso aí. Cuidado a gente sempre precisa tomar. Esse foi o pior dia no meu brechó, mas serviu para eu aprender. Bjo grande, volte mais vezes.

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  5. Oie...boa noite!!!
    Gostei muito das suas dicas, mas, gostaria de saber se vc consegue me ajudar mais um pouquinho...rssrs
    Tenho uma loja virtual que é brecho!!! vendo roupas semi-novas e novas com etiqueta, mas que não deixam de estar no brecho.
    Como procedo com as trocas e devoluções caso queiram?
    No caso da pessoas usar um numero e comprar menor ou maior, como faço?
    Desde já agradeço plea sua atenção!
    Cristina V.Ramos Gouvea
    brechodacrisgouvea@gmail.com

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  6. Bem Cris, eu também não sei tudo né? por isso que digo que nós comerciantes temos que conhecer o código dos direitos do consumidor.
    Isso que vc perguntou está dentro do parágrafo que diz:

    - O direito de desistência da compra só funciona se for fora da loja, por exemplo, um brechó virtual. (O art 49,caput do CDC diz " O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.") DEVOLUÇÃO POR ARREPENDIMENTO OU DESISTÊNCIA: Só é válido para compras fora da loja. Sites, catálogos ou vendedor de rua.

    Mesmo assim, eu aconselho, se for uma pessoa que possa lhe render problemas ou difamar o seu brechó, faça a opção de devolver o dinheiro para ela. Assim você fica livre do problema.
    E imponha regras no seu brechó virtual e deixe bem claro na sua página, coloque uma postagem fixa bem no início da página dizendo que não troca nos casos que vc decidir.
    Vc também não precisa falar dos direitos do consumidor, isso somente se alguém se manifestar dizendo que conhece os direitos, ok?
    Dá mais uma lida na postagem prá entender direitinho. Obrigada.

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  7. Fico super na dúvida em relação a trocas, não acho que o cliente tem sempre razão, mas sempre troco tudo, p apaziguar e não difamar a loja, é usado, então o tempo de vida da peça e menor, é complicado, mas se reclamar depois de 7 dias eu tb tenho que trocar, eu não achei na lei, onde diz que só tem 7 dias p reclamar, e quando declaro venda no estado, sou obrigada a trocar também?

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    1. Oi LIsmárcia, me desculpe, há mais de 3 anos que não trabalho mais com o brechó, estou em outra área bem diferente, portanto estou um pouco por fora mesmo do assunto. No Código do Consumidor deve ter algo sobre isso mas hoje não sei lhe dizer mesmo ok? Me desculpe.
      O certo mesmo é anotar tudo na frente do consumidor que está comprando, se está levando a peça com ou sem defeitos, se serviu ou não, até mesmo se a pessoa experimentou, por exemplo, tendo duas vias, uma para o dono do brechó e outra para o comprador. Assim fica bem mais fácil ter a garantia de que não terá problemas depois.

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  8. OBRIGADA PELO POST!!!

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    1. Oiê, obrigada pela sua visitinha. O post é bem antigo, já nem trabalho com isso mais, mas tá valendo sempre a orientação. Bjos

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  9. Olá pessoal! Eu tenho uma duvida. Minha mae comprou um casaco num brecho, tinha manchas, levou pra lavar na laanderia indicada pela dona do mesmo. Lavagem a seco seguindo as instruçoes. Encolheu e foi caro. Não sabemos se devemos reclamar com a lavanderia ou a loja. E , devido a lavagem da lavanderia, ja tem 10 dias. Se alguem puder ajudar eu agradeço, é uma enorme frustação ela ter comprado um casaco caro e agora nao poder usar.

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    1. Olá, tudo bem? Olha, tem que estar bem visível na loja o direito que o consumidor tem, mas não é garantia de que vão trocar. Se sua mãe tem uma nota, um recibo de que tenha comprado ali, fala com ela prá fazer uma tentativa. Vá lá, diga o que aconteceu e peça pelo menos para trocar por outra peça do mesmo valor. Tudo é conversado ok? Um bjo e boa sorte.

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